Estou muito triste, de verdade. Angustiada mesmo. Porque perdi as esperanças de que o Brasil um dia vá endireitar. Bastou assistir um pouquinho do horário eleitoral para me sentir uma palhaça de circo. E da pior qualidade. Tiririca, Kiko do KLB, Mulher Pêra... Ah, mas isso sempre foi assim. Não me interessa, cansei! Cansei dessa falta de respeito com a população, de a política ser tratada como brincadeira, como um caminho para enriquecer ilicitamente – e às nossas custas! De verdade, estou com um aperto no peito que dá até vontade de chorar. Porque eu sei que, por mais que eu me esforce, não posso fazer nada para mudar o quadro. Tenho que votar em quem está concorrendo e torcer para que as coisas não piorem ainda mais. Posso fiscalizar depois, cobrar. Mas de que adianta? Denúncias não faltam, escândalos também. E a verdade é que nada é feito nunca para acabar com a bandalheira do Congresso Nacional.
Não manjo muito de política, não é a minha praia, mas não precisa ser nenhum cientista político para perceber que a coisa descambou. É culpa nossa? Também. Porque o brasileiro é muito passivo, não se manifesta para nada. Não reage. Talvez por achar que nada vai funcionar, talvez por preguiça, talvez... E essa passividade me dá vergonha. Muita vergonha.
Daí, vejo todas as revistas atacando a Dilma pelo seu passado contra a ditadura militar, como se isso fosse alguma falha de caráter! Não defendo a luta armada, mas é preciso analisar o contexto político da época, o sucesso da revolução cubana naquele período, a esperança de recuperar a liberdade a todo custo. Lutar contra a ditadura – com arma ou sem arma – deveria ser motivo de orgulho, não de ataque. Mas até a própria Dilma renega o passado e finge que nada aconteceu. Não dá para entender.
Não, eu não vou voltar na Dilma, mas a guerrilha não é o motivo. Pelo contrário, seria uma razão para eu votar nela, não fossem minhas outras ressalvas – que são muitas. Diz aí quem nunca quis jogar uma bomba no Congresso Nacional para ver tudo voando pelos ares? Quem nunca quis viver um dia de fúria, sacar uma metralhadora e fazer justiça com as próprias mãos? Eu bem queria me apropriar das contas do Maluf e usar a grana suja para construir escolas, melhorar o salário dos professores, dar uma remuneração decente aos médicos do sistema público de saúde. Quem não gostaria?
Fico admirada por as pessoas ainda acharem que quem lutou contra o regime é bandido. Bandidos eram os militares! E bandidos são os políticos que comandam o Brasil hoje. Isso sim é motivo de vergonha. Roubar dinheiro do povo, prometer e não cumprir, cobrar impostos absurdos e não aplicar em melhorias. Rir da cara de 190 milhões de pessoas todos os dias, na certeza de que a punição nunca virá. Isso é ser bandido, isso é motivo de vergonha.
Eu sempre fui defensora do Brasil, sempre achei que era um país promissor. Não acho mais. E não sei se quero que meus filhos cresçam aqui, governados por pessoas despreparadas, inescrupulosas, sem a menor vergonha na cara. O mundo é torto, eu sei. Já que não dá para mudar o mundo, posso pelo menos tentar ser feliz em outro lugar. Começo a pensar seriamente em abandonar o barco. Talvez seja só um desabafo momentâneo, sem maiores consequências. Talvez esteja na hora de começar a pensar em recomeçar a vida em outro lugar. E podem me criticar por isso, dizer que é por causa de pessoas como eu que o Brasil não vai pra frente. Sinceramente, eu não ligo. Estou cansada.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Descobri minha vocação
Amiguinhos, momento infantil no blog! Há duas semanas rolou uma festa à fantasia para comemorar o aniversário de um amigo querido, o Kadu. Eu e o Dan resolvemos ir de parzinho. Nossa ideia original era ele ir de Dengue e eu de Praga, mas foi impossível encontrar as fantasias. Aparentemente, os únicos que ainda se lembram desses dois somos nós...
Enfim, pensamos em várias alternativas, mas era tudo muito caro e sem graça. E a gente queria mesmo era ir bagaceira na festinha, porque aquele tempo em que eu saía por aí de barriga de fora, vestida de odalisca, não volta mais...rs
Daí, descobri que o Dan tinha uma fantasia de Chaves na casa da mãe dele. Pronto! Liguei pra Amanda, minha eterna companheira de aventuras, e pedi a fantasia dela de Chiquinha. Meu, incorporei total! Pintei o dente de preto, ensaiei uns passinhos e descobri a minha vocação: ser cover da Chiquinha! Estou pensando seriamente em fazer isso nas horas vagas, para levantar uma graninha extra. Vocês não acham que tem tudo pra dar certo?
Enfim, pensamos em várias alternativas, mas era tudo muito caro e sem graça. E a gente queria mesmo era ir bagaceira na festinha, porque aquele tempo em que eu saía por aí de barriga de fora, vestida de odalisca, não volta mais...rs
Daí, descobri que o Dan tinha uma fantasia de Chaves na casa da mãe dele. Pronto! Liguei pra Amanda, minha eterna companheira de aventuras, e pedi a fantasia dela de Chiquinha. Meu, incorporei total! Pintei o dente de preto, ensaiei uns passinhos e descobri a minha vocação: ser cover da Chiquinha! Estou pensando seriamente em fazer isso nas horas vagas, para levantar uma graninha extra. Vocês não acham que tem tudo pra dar certo?
Atentem para o detalhe do dentinho.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
O caminho do perdão
Eu tenho dificuldade para perdoar. Pronto, falei! Não só os outros, mas a mim mesma. Dizem que é do signo, mas não sei não. O que eu sei é que guardar mágoa no coração faz mal pra mim e mais ninguém. E ultimamente tenho sentido uma necessidade grande de ser mais benevolente, piedosa e caridosa com aqueles que me fizeram mal e também comigo. Como diz a minha reflexologista, em vez de só me cobrar, eu também preciso me abraçar de vez em quando. Eu sou humana e errar faz parte. E no fim das contas, todo mundo erra, né, gente? E quem sou eu para condenar.
A questão é que eu vim pra esse mundo com defeito e não consigo ligar a chavinha do perdão. Quer dizer, em alguns casos. Como ando refletindo muito sobre isso – até porque tenho buscado cuidar mais da minha espiritualidade e tentado ser uma pessoa melhor pra mim e pro mundo – percebi que eu já perdoei muita gente, e de verdade. Deixei pra lá desaforos estratosféricos e acreditei de todo coração que as pessoas podem mudar e mudam mesmo. Não me decepcionei.
Então, fiquei intrigada. Como é que funciona o MEU mecanismo do perdão? Por que consegui perdoar falhas graves com facilidade e outras, tão graves quanto, não? Não sou uma pessoa inflexível, não busco vingança, acho que tenho um gênio bom. Então, por que raios não consigo perdoar certas coisas? Lendo uma matéria sobre o assunto agorinha, acho que encontrei a resposta. Em todos os casos em que não fui capaz de perdoar faltou arrependimento, um pedido de desculpas sincero, a promessa de que aquilo não se repetiria jamais, nem comigo nem com ninguém. E na matéria vários especialistas dizem que isso é mesmo importante para que o perdão seja sincero e verdadeiro.
Descoberta interessante, hein? Sabe que fiquei um pouco mais leve? Eu não conseguia me perdoar por não perdoar quem me fez mal. Maluco isso, né?
Mas acho que mereço uma trégua. Está na hora de ser mais benevolente comigo mesma e de me perdoar por não ser perfeita, por sentir raiva de vez em quando, por não ser resignada como deveria. Será que eu consigo? Estou tentando. Já é um começo.
A questão é que eu vim pra esse mundo com defeito e não consigo ligar a chavinha do perdão. Quer dizer, em alguns casos. Como ando refletindo muito sobre isso – até porque tenho buscado cuidar mais da minha espiritualidade e tentado ser uma pessoa melhor pra mim e pro mundo – percebi que eu já perdoei muita gente, e de verdade. Deixei pra lá desaforos estratosféricos e acreditei de todo coração que as pessoas podem mudar e mudam mesmo. Não me decepcionei.
Então, fiquei intrigada. Como é que funciona o MEU mecanismo do perdão? Por que consegui perdoar falhas graves com facilidade e outras, tão graves quanto, não? Não sou uma pessoa inflexível, não busco vingança, acho que tenho um gênio bom. Então, por que raios não consigo perdoar certas coisas? Lendo uma matéria sobre o assunto agorinha, acho que encontrei a resposta. Em todos os casos em que não fui capaz de perdoar faltou arrependimento, um pedido de desculpas sincero, a promessa de que aquilo não se repetiria jamais, nem comigo nem com ninguém. E na matéria vários especialistas dizem que isso é mesmo importante para que o perdão seja sincero e verdadeiro.
Descoberta interessante, hein? Sabe que fiquei um pouco mais leve? Eu não conseguia me perdoar por não perdoar quem me fez mal. Maluco isso, né?
Mas acho que mereço uma trégua. Está na hora de ser mais benevolente comigo mesma e de me perdoar por não ser perfeita, por sentir raiva de vez em quando, por não ser resignada como deveria. Será que eu consigo? Estou tentando. Já é um começo.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Aos meus amigos
Oi, gente! Sei que ando sumida, mas a vida anda corrida (rima rica é isso aí! rs) e vamo que vamo.
Seguinte, hoje recebi uma reclamação da minha amiga-irmã-amada Dani Torres. Ela, que nunca teve papas na língua, está grávida e fala tudo que vem à cabeça. Tá impossível! E me deu uma bronca porque eu nunca mais escrevi no blog. Eu disse que andava meio sem assunto... Sabe como é, fiz 30 anos, nada mudou...
Maaaas, percebi o que Dani tchuca de mi vida queria. Ela queria um post-homenagem, pessoal! Porque hoje é o Dia Internacional do Amigo.
Então, este post vai para a Dani e para todos os meus melhores amigos que, como ela, me fazem sentir especial todos os dias.
Eu sempre ouvi dizer que os amigos de verdade a gente conta nos dedos de uma única mão, mas comigo não foi assim. Eu tive a sorte de encontrar pessoas maravilhosas no meu caminho desde pequerrucha (a Kaka, minha amiga mais antiga, eu conheço há 25 anos), e que continuam no meu caminho até hoje.
- Tem a turma do Rosário, que me conhece do avesso e que nunca, nunquinha me deixou na mão. São os irmãos que eu escolhi, os que sei que nunca vão me abandonar, mesmo quando eu estiver velhinha, carcomida e chata pra diabo.
- Tem as queridas da PUC, que chegaram mais tarde, mas ganharam igual espaço no meu coração. E que seguraram altas barras do meu lado e que fizeram cada segundinho da faculdade e do que veio depois valer a pena.
- Tem as tchucas da Abril, as que me deram mais força quando meu coração estava em frangalhos com a saudade do Dan, que me ouviram chorar quase todos os dias, e que me ajudaram a rir nos piores momentos (na maior parte do tempo elas riam é de mim - fazem isso até hoje - mas eu não ligo. É bom fazer os amigos rir! rsrs).
- Tem as japinhas da Globo (a Dé é loira, mas tem alma japa), que estão do meu lado todos os dias (fisicamente e também para o que der e vier!), ouvem minhas reclamações, riem das minhas piadas e fazem o meu dia a dia muito mais feliz.
- Tem os amigos distantes, os que moram do outro lado do mundo, mas dos quais me lembro todos os dias. Pode ser piegas, mas para o amor não tem distância, né? E estes, os que moram do outro lado do oceano, eu amo como se fossem família, em especial uma delas, a Rita, de quem eu lembro todos os dias da minha vida e sinto uma saudade que nem dá pra explicar.
- E tem os amigos da vida, aqueles que conheci aqui e ali, no trabalho, no clube, nas viagens, e que carrego comigo sempre, mesmo que nos vejamos pouco, que a rotina não nos deixe tempo para colocar as conversas em dia. Tenho cada um deles no pensamento e sei que, se eu precisar, basta um telefonema para que eles corram ao meu encontro. É só chamar.
Enfim, para vocês, meus amigos amados, o meu obrigada. Obrigada por me amarem todos os dias, por estarem ao meu lado sempre, por compartilharem comigo o sentimento que considero mais precioso entre os seres humanos: a amizade.
Para vocês, uma musiquinha fofa - meio batida, é verdade - que eu adoro e que tem tudo a ver com esse post-homenagem.
Amo muito cada um de vocês!
Beijos e mais beijos,
Dani.
Seguinte, hoje recebi uma reclamação da minha amiga-irmã-amada Dani Torres. Ela, que nunca teve papas na língua, está grávida e fala tudo que vem à cabeça. Tá impossível! E me deu uma bronca porque eu nunca mais escrevi no blog. Eu disse que andava meio sem assunto... Sabe como é, fiz 30 anos, nada mudou...
Maaaas, percebi o que Dani tchuca de mi vida queria. Ela queria um post-homenagem, pessoal! Porque hoje é o Dia Internacional do Amigo.
Então, este post vai para a Dani e para todos os meus melhores amigos que, como ela, me fazem sentir especial todos os dias.
Eu sempre ouvi dizer que os amigos de verdade a gente conta nos dedos de uma única mão, mas comigo não foi assim. Eu tive a sorte de encontrar pessoas maravilhosas no meu caminho desde pequerrucha (a Kaka, minha amiga mais antiga, eu conheço há 25 anos), e que continuam no meu caminho até hoje.
- Tem a turma do Rosário, que me conhece do avesso e que nunca, nunquinha me deixou na mão. São os irmãos que eu escolhi, os que sei que nunca vão me abandonar, mesmo quando eu estiver velhinha, carcomida e chata pra diabo.
- Tem as queridas da PUC, que chegaram mais tarde, mas ganharam igual espaço no meu coração. E que seguraram altas barras do meu lado e que fizeram cada segundinho da faculdade e do que veio depois valer a pena.
- Tem as tchucas da Abril, as que me deram mais força quando meu coração estava em frangalhos com a saudade do Dan, que me ouviram chorar quase todos os dias, e que me ajudaram a rir nos piores momentos (na maior parte do tempo elas riam é de mim - fazem isso até hoje - mas eu não ligo. É bom fazer os amigos rir! rsrs).
- Tem as japinhas da Globo (a Dé é loira, mas tem alma japa), que estão do meu lado todos os dias (fisicamente e também para o que der e vier!), ouvem minhas reclamações, riem das minhas piadas e fazem o meu dia a dia muito mais feliz.
- Tem os amigos distantes, os que moram do outro lado do mundo, mas dos quais me lembro todos os dias. Pode ser piegas, mas para o amor não tem distância, né? E estes, os que moram do outro lado do oceano, eu amo como se fossem família, em especial uma delas, a Rita, de quem eu lembro todos os dias da minha vida e sinto uma saudade que nem dá pra explicar.
- E tem os amigos da vida, aqueles que conheci aqui e ali, no trabalho, no clube, nas viagens, e que carrego comigo sempre, mesmo que nos vejamos pouco, que a rotina não nos deixe tempo para colocar as conversas em dia. Tenho cada um deles no pensamento e sei que, se eu precisar, basta um telefonema para que eles corram ao meu encontro. É só chamar.
Enfim, para vocês, meus amigos amados, o meu obrigada. Obrigada por me amarem todos os dias, por estarem ao meu lado sempre, por compartilharem comigo o sentimento que considero mais precioso entre os seres humanos: a amizade.
Para vocês, uma musiquinha fofa - meio batida, é verdade - que eu adoro e que tem tudo a ver com esse post-homenagem.
Amo muito cada um de vocês!
Beijos e mais beijos,
Dani.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Os 30
Adoro fazer aniversário e fico ansiosa para receber os parabéns e os abraços (adoro ganhar abraço!) dos amigos queridos. Mas ontem à noite me bateu um friozinho na barriga diferente. Certeza que foi por causa dos 30 anos. Eu sei que isso é uma besteira, que nada muda efetivamente, blá blá blá. Mas fiquei com medinho, ué! E daí? Me apressei mesmo para dormir antes da meia-noite. Vai que dá um revertério e eu me transformo em sei lá o quê? Melhor aproveitar o sono dos justos.
Mas hoje de manhã acordei e vi que nada mudou. Tá bom, tá bom, eu corri para me olhar no espelho logo que levantei. Só uma espiadinha, pra confirmar que estava tudo em seu devido lugar. Ufa! Sem novidades. Depois, dei uma geral no corpitcho antes de entrar no banho e sabe o quê? Ainda tá tudo em cima, viu? Ganhei uns quilinhos nos últimos meses, mas no geral até que estou ok. Vi de novo os meus fios brancos (sei que reclamar deles está ficando repetitivo, mas continuo sem coragem de usar tinta...) e até fiquei aliviada. Aparentemente, eles são os únicos sinais visíveis de que saí dos 20 e poucos. Até as espinhas continuam dando as caras por aqui! Sinal de que ainda tenho hormônios adolescentes. Ou não... rs
Ou seja, no fim das contas, nada mudou realmente de ontem pra hoje. Acho que a mudança de verdade começa agora. Segundo a Vera Ligia, que trabalha comigo aqui na redação, “os 30 até os 40 são os melhores anos da vida de qualquer mulher. A carreira deslancha, os filhos chegam, o sexo fica muito melhor e estamos muito mais maduras para não sofrer por qualquer coisa, como nos 20 e poucos anos”. Então, se é assim, bora comemorar, né? Parabéns para mim, nessa data querida. 30 anos... a vida passa mesmo voando.
Mas hoje de manhã acordei e vi que nada mudou. Tá bom, tá bom, eu corri para me olhar no espelho logo que levantei. Só uma espiadinha, pra confirmar que estava tudo em seu devido lugar. Ufa! Sem novidades. Depois, dei uma geral no corpitcho antes de entrar no banho e sabe o quê? Ainda tá tudo em cima, viu? Ganhei uns quilinhos nos últimos meses, mas no geral até que estou ok. Vi de novo os meus fios brancos (sei que reclamar deles está ficando repetitivo, mas continuo sem coragem de usar tinta...) e até fiquei aliviada. Aparentemente, eles são os únicos sinais visíveis de que saí dos 20 e poucos. Até as espinhas continuam dando as caras por aqui! Sinal de que ainda tenho hormônios adolescentes. Ou não... rs
Ou seja, no fim das contas, nada mudou realmente de ontem pra hoje. Acho que a mudança de verdade começa agora. Segundo a Vera Ligia, que trabalha comigo aqui na redação, “os 30 até os 40 são os melhores anos da vida de qualquer mulher. A carreira deslancha, os filhos chegam, o sexo fica muito melhor e estamos muito mais maduras para não sofrer por qualquer coisa, como nos 20 e poucos anos”. Então, se é assim, bora comemorar, né? Parabéns para mim, nessa data querida. 30 anos... a vida passa mesmo voando.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
As minhas copas
Ontem estava lendo um dos meus blogs favoritos, o Mulher 7x7, e me deparei com um texto delicioso da Martha Mendonça, intitulado “As copas da minha vida”. Achei bacana a ideia de entrelaçar a história das copas com a história pessoal dela e comecei relembrar as minhas copas. Foram 7 até agora. Esta é a oitava.
Em 1982 eu tinha apenas 2 anos, ou seja, não me lembro de nada.
Na de 86 já tinha 6, mas a única coisa de que me lembro é que meu primo casou em dia de jogo da seleção e meu pai e meu irmão, na época com 14 anos, ficaram fulos da vida, porque meus pais eram padrinhos, eu era daminha, e a gente não podia se atrasar.
Em 90 eu já era maiorzinha, mas sabe que não tenho grandes recordações? Nem lembro da escalação, pra falar a verdade. Vergonha, né?
Na de 94 eu estava na oitava série, jogava futebol no time da escola e o Palmeiras estava super em alta com aquele timaço da Parmalat. Ou seja, eu estava ligadíssima na copa. Eu e minhas amigas do colégio queríamos ver a final com os meninos do terceiro colegial e comemorar com eles o tetra na Paulista. Mas nossos pais não acharam a ideia boa e acabamos vendo o jogo na minha casa e comemorando por lá mesmo...rs
A copa de 1998 marcou a minha vida. Nessa época eu era louca por futebol, tanto que levei o bolão da copa na faculdade de jornalismo, onde entrei porque queria ser repórter de campo. Já estava tudo definido na minha cabeça, mas a copa mudou o rumo das coisas. Aquela história da convulsão do Ronaldo, somada à apatia do time na final, os fatos desencontrados, tudo aquilo me fez perder o gosto pelo futebol e, mais ainda, desconfiar da seriedade da copa do mundo, da Fifa e da CBF. Meio radical, eu sei, mas naquela época desisti total de torcer.
Na de 2002 eu tinha voltado a acompanhar todos os jogos do Palmeiras e a torcer pelo verdão, mais para provocar meu namorado na época, que era corintiano, do que por amor ao futebol. Acho que nunca me recuperei totalmente da desilusão de 1998... Os jogos foram de madrugada, então, acho que não os assisti com amigos, essas coisas. Mas lembro que a final foi divertida, reunimos uma galera e vibramos com a penta. Todo mundo encheu a cara, foi aquela alegria.
2006 foi, com certeza, um ano determinante na minha vida pessoal e profissional. Foi nesse ano que conheci, me apaixonei e comecei a namorar com o Danilo (que graças a Deus é santista, meu segundo time do coração!) e comecei a trabalhar na Abril, que era o meu objetivo profissional na época. Entre o começo de namoro e o emprego novo, copa do mundo. E a lembrança que ficou na minha memória dessa copa foi o feriado de Corpus Christi que passei com o Dan em Penedo. Assistimos a vários jogos juntos, claro, mas não sei por que não consigo me lembrar de nenhum...rsrsrs
E ontem o Brasil estreou na copa de 2010. Assisti ao primeiro jogo da seleção casada, na sala da minha primeira casa própria (financiada em 30 anos, mas quem se importa?). Nem me decepcionei com o resultado de 2x1 contra a Coréia do Norte, porque não esperava mais que isso dessa seleçãozinha mequetrefe do Dunga. Mas quando o jogo acabou, fiquei pensando que essa copa de 2010 é a copa dos meus 30 anos. A copa em que deixo para trás o treino tático desses 29 anos e entro em campo para disputar pra valer os jogos da vida adulta. Se o Brasil vai passar para a próxima fase eu não sei. Mas a minha estreia com o pé direito no time das balzacas já está marcada para o dia 23/06. Que seja uma goleada!
Em 1982 eu tinha apenas 2 anos, ou seja, não me lembro de nada.
Na de 86 já tinha 6, mas a única coisa de que me lembro é que meu primo casou em dia de jogo da seleção e meu pai e meu irmão, na época com 14 anos, ficaram fulos da vida, porque meus pais eram padrinhos, eu era daminha, e a gente não podia se atrasar.
Em 90 eu já era maiorzinha, mas sabe que não tenho grandes recordações? Nem lembro da escalação, pra falar a verdade. Vergonha, né?
Na de 94 eu estava na oitava série, jogava futebol no time da escola e o Palmeiras estava super em alta com aquele timaço da Parmalat. Ou seja, eu estava ligadíssima na copa. Eu e minhas amigas do colégio queríamos ver a final com os meninos do terceiro colegial e comemorar com eles o tetra na Paulista. Mas nossos pais não acharam a ideia boa e acabamos vendo o jogo na minha casa e comemorando por lá mesmo...rs
A copa de 1998 marcou a minha vida. Nessa época eu era louca por futebol, tanto que levei o bolão da copa na faculdade de jornalismo, onde entrei porque queria ser repórter de campo. Já estava tudo definido na minha cabeça, mas a copa mudou o rumo das coisas. Aquela história da convulsão do Ronaldo, somada à apatia do time na final, os fatos desencontrados, tudo aquilo me fez perder o gosto pelo futebol e, mais ainda, desconfiar da seriedade da copa do mundo, da Fifa e da CBF. Meio radical, eu sei, mas naquela época desisti total de torcer.
Na de 2002 eu tinha voltado a acompanhar todos os jogos do Palmeiras e a torcer pelo verdão, mais para provocar meu namorado na época, que era corintiano, do que por amor ao futebol. Acho que nunca me recuperei totalmente da desilusão de 1998... Os jogos foram de madrugada, então, acho que não os assisti com amigos, essas coisas. Mas lembro que a final foi divertida, reunimos uma galera e vibramos com a penta. Todo mundo encheu a cara, foi aquela alegria.
2006 foi, com certeza, um ano determinante na minha vida pessoal e profissional. Foi nesse ano que conheci, me apaixonei e comecei a namorar com o Danilo (que graças a Deus é santista, meu segundo time do coração!) e comecei a trabalhar na Abril, que era o meu objetivo profissional na época. Entre o começo de namoro e o emprego novo, copa do mundo. E a lembrança que ficou na minha memória dessa copa foi o feriado de Corpus Christi que passei com o Dan em Penedo. Assistimos a vários jogos juntos, claro, mas não sei por que não consigo me lembrar de nenhum...rsrsrs
E ontem o Brasil estreou na copa de 2010. Assisti ao primeiro jogo da seleção casada, na sala da minha primeira casa própria (financiada em 30 anos, mas quem se importa?). Nem me decepcionei com o resultado de 2x1 contra a Coréia do Norte, porque não esperava mais que isso dessa seleçãozinha mequetrefe do Dunga. Mas quando o jogo acabou, fiquei pensando que essa copa de 2010 é a copa dos meus 30 anos. A copa em que deixo para trás o treino tático desses 29 anos e entro em campo para disputar pra valer os jogos da vida adulta. Se o Brasil vai passar para a próxima fase eu não sei. Mas a minha estreia com o pé direito no time das balzacas já está marcada para o dia 23/06. Que seja uma goleada!
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segunda-feira, 7 de junho de 2010
Mico sobre rodas
São Paulo fica uma delícia no feriado, né? Cidade vazia, sem trânsito, Ibira deserto... Então, eu e o Dan resolvemos tirar os patins do armário e nos aventurar na marquise do parque. No caminho, ficamos lembrando de quando passávamos tardes inteiras patinando na Bad Wolf e de como éramos habilidosos sobre as quatro rodinhas. Ah, tá!
Os sinais do tempo começaram a aparecer logo na hora de vestir os patins. Os meus estavam intactos, já os do Danilo, afe! Colocou uma fivela e “plac”, quebrou. Apertou outra, e “plac”, de novo! Os patins foram se desintegrando e, no fim das contas, não sobrou uma fivela pra contar história. Eu já queria desistir, achei que era um sinal de que um dos dois (ou os dois!) ia se estropiar na primeira patinada. Mas o Dan não se intimidou: tirou o cadarço do tênis e amarrou os patins do jeito que deu. Lá fomos nós...
Eu até que andei direitinho, viu? Continuo com o mesmo problema de não saber brecar, mas fora isso até que fui bem. O Dan teve mais dificuldade (além das travas quebradas, as rodinhas dele estão por um fio) mas no fim pegou o jeito e deu até uns rodopios bacanets. Andamos pra lá, pra cá, maior categoria! Quando olho, tá lá o Danilo sentado no chão, descansando. Daí a pouco aparece um casal com uma filhinha de uns 9 anos. Fui lá xeretar. Os caras queriam saber se era fácil andar de patins com a nossa idade. NOSSA IDADE? Como assim? Eles já estavam bem é perto dos 40 e foram pedir conselho pra gente? Depressão, vá?
Como se não bastasse, tinha uns caras de uns 20 e pouquinhos patinando superbem e o Dan resolveu perguntar onde poderia mandar arrumar os patins dele. A resposta? “Ah, tio, melhor comprar um novo. Esse seu não tem jeito, não, é muito velho...” A gente se olhou e nos demos conta de que o tempo realmente passou para nós dois. Apesar de acharmos que somos bastante jovens e que não aparentamos os 30 anos que estão para chegar, estamos mais velhos, sim, e as pessoas percebem isso. Mas sabe o quê? Eu acho o máximo estarmos chegando aos 30 com alma adolescente, com vontade de andar de patins no parque, de fazer palhaçada, de nos divertir com brincadeiras bestas, de tomar chocolate quente nos dias frios, como aqueles que as nossas mães faziam quando ainda éramos crianças. Estamos maduros pra encarar as buchas da vida adulta, mas conservamos o espírito jovem, quase infantil, para aproveitar o que ela tem de melhor: a diversão. As dores no corpo no dia seguinte, as fisgadas nas nossas hérnias de disco e nos meus bicos-de-papagaio são meros detalhes...rsrsrs
Ah! Prometo que na nossa próxima aventura sobre rodas vou tirar fotos e postar aqui. Ou melhor, vou fazer um video! Porque aposto que tem gente aí que não está acreditando nas nossas habilidades de patinadores profissionais. Esperem e verão!
Os sinais do tempo começaram a aparecer logo na hora de vestir os patins. Os meus estavam intactos, já os do Danilo, afe! Colocou uma fivela e “plac”, quebrou. Apertou outra, e “plac”, de novo! Os patins foram se desintegrando e, no fim das contas, não sobrou uma fivela pra contar história. Eu já queria desistir, achei que era um sinal de que um dos dois (ou os dois!) ia se estropiar na primeira patinada. Mas o Dan não se intimidou: tirou o cadarço do tênis e amarrou os patins do jeito que deu. Lá fomos nós...
Eu até que andei direitinho, viu? Continuo com o mesmo problema de não saber brecar, mas fora isso até que fui bem. O Dan teve mais dificuldade (além das travas quebradas, as rodinhas dele estão por um fio) mas no fim pegou o jeito e deu até uns rodopios bacanets. Andamos pra lá, pra cá, maior categoria! Quando olho, tá lá o Danilo sentado no chão, descansando. Daí a pouco aparece um casal com uma filhinha de uns 9 anos. Fui lá xeretar. Os caras queriam saber se era fácil andar de patins com a nossa idade. NOSSA IDADE? Como assim? Eles já estavam bem é perto dos 40 e foram pedir conselho pra gente? Depressão, vá?
Como se não bastasse, tinha uns caras de uns 20 e pouquinhos patinando superbem e o Dan resolveu perguntar onde poderia mandar arrumar os patins dele. A resposta? “Ah, tio, melhor comprar um novo. Esse seu não tem jeito, não, é muito velho...” A gente se olhou e nos demos conta de que o tempo realmente passou para nós dois. Apesar de acharmos que somos bastante jovens e que não aparentamos os 30 anos que estão para chegar, estamos mais velhos, sim, e as pessoas percebem isso. Mas sabe o quê? Eu acho o máximo estarmos chegando aos 30 com alma adolescente, com vontade de andar de patins no parque, de fazer palhaçada, de nos divertir com brincadeiras bestas, de tomar chocolate quente nos dias frios, como aqueles que as nossas mães faziam quando ainda éramos crianças. Estamos maduros pra encarar as buchas da vida adulta, mas conservamos o espírito jovem, quase infantil, para aproveitar o que ela tem de melhor: a diversão. As dores no corpo no dia seguinte, as fisgadas nas nossas hérnias de disco e nos meus bicos-de-papagaio são meros detalhes...rsrsrs
Ah! Prometo que na nossa próxima aventura sobre rodas vou tirar fotos e postar aqui. Ou melhor, vou fazer um video! Porque aposto que tem gente aí que não está acreditando nas nossas habilidades de patinadores profissionais. Esperem e verão!
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