Quem me conhece sabe que eu sou preocupada por natureza. Estou sempre pensando lá na frente, nos prós e contras, em todas as possibilidades boas e ruins de tudo que pode (ou não!) acontecer na minha vida. E isso, claro, não me ajuda em nada. Porque a verdade é que a preocupação não muda o rumo das coisas nem clareia a mente para decidir a melhor atitude a tomar. Mas, enfim, eu sou assim. E ultimamente tenho me preocupado muito com um monte de coisas, e uma delas são os filhos.
Quem acompanha o blog desde o comecinho sabe que eu passei por uma fase nóia de querer engravidar logo e, como as condições financeiras não me permitiam, acabei largando mão. E a verdade é que o tempo foi passando e as coisas foram mudando. Eu mudei, acho.
Tenho muitas amigas com filhos e vejo o dobrado que elas cortam para conseguir criar os pequenos, trabalhar fora e não deixar que o relacionamento com os maridos vá por água abaixo. Vejo as olheiras pelas noites mal-dormidas, o desespero quando falta a babá, ou quando aquele projeto importante não as deixa voltar para casa em tempo de buscar as crianças na escola ou vê-las antes que elas durmam.
A minha vida, por outro lado, é tão tranquila... claro que tenho vários compromissos, tenho um cachorrinho que me dá certo trabalho, mas não se compara nem de longe à rotina dessas guerreiras que se desdobram em mil para dar conta do recado. E eu tenho tantos planos que não incluem os filhos, tantas viagens que ainda não fiz, tantos momentos que ainda quero viver só com o Danilo, sem me preocupar com mais ninguém. Isso fora a sensação maravilhosa de chegar em casa cansada e me jogar no sofá, sem pensar em nada, sem ter fralda pra trocar.
Mas, ao mesmo tempo, me cobro, porque o tempo está passando e fico preocupada (olha aí!) de não conseguir fazer tudo que quero, das coisas não se encaixarem. Eu quero ser mãe, mas não ainda, não por alguns anos. Ai, sei lá. Ando muito reflexiva ultimamente, cheia de caraminholas na cabeça. Conscientemente, eu sei que nunca haverá o momento ideal, que sempre sobrarão motivos para adiar os filhos e priorizar outras coisas. Mas eu queria o momento ideal, queria ter certeza... Bom, vamos ver o que acontece, né? Por hora ficamos eu, Danilo e Hachi. Até quando? Veremos.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Uma prece
Obrigada, Senhor, por eu ter liberdade de escolha
Pelo único de motivo de eu estar casada ser o amor
Por eu não precisar aceitar o que não me faz feliz
Por eu não ser dependente de ninguém
Obrigada, Senhor, por eu ter tido oportunidade de estudar
Pelo ano em que morei fora
Obrigada por eu falar outros idiomas, por ter passaporte,
Por poder viajar quando e como eu desejar
Obrigada, Senhor, por eu não conhecer a violência doméstica
Por eu não saber o que é passar fome
Por eu não saber o que é discriminação
Obrigada, Senhor, por eu ter uma casa para morar
Pelo financiamento de 30 anos, pelo que falta reformar
E pelo que já ficou pronto, pelo meu quarto, pela sala de estar...
Obrigada, Senhor, pela minha família
Aquela onde nasci e a que formo agora
Obrigada pelos amigos que fiz e pelos meus inimigos também
Obrigada por eu não conhecer a solidão
Mas mais do que tudo, Senhor, eu vos agradeço por eu ter nascido em um país livre
Que, apesar de todos os problemas, me permite pensar
Obrigada por eu poder decidir os rumos da minha vida
Por eu não precisar me esconder sob véus
Por eu não sentir medo
Obrigada, Senhor, obrigada
E humildemente peço, Senhor, olhai pelas mulheres que não têm a minha sorte
Que elas tenham força para resistir
E que um dia possam ser livres e donas do próprio destino, como eu
E que um dia possam ser livres e donas do próprio destino, como eu
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Pérolas da sabedoria popular
Amiguinhos, feliz ano novo! Antes tarde do que nunca, ué! Afinal, quem espera sempre alcança e Deus ajuda quem cedo madruga... Ah, as pérolas da sabedoria popular. Como cresci ouvindo ditados e frases de efeito maravilhosas – e que sempre povoam meu pensamento nas mais variadas situações – resolvi dividi-las com vocês neste início de ano. Divirtam-se!
Ninguém tem o direito de enfeiar o mundo.
Dona Marcia, minha mãe, sempre elegantérrima, citando Paulo Freire
Dona Marcia, minha mãe, sempre elegantérrima, citando Paulo Freire
Não faça para os outros aquilo que você não quer para você.
Dona Marcia, fofa como sempre
Quem muito abaixa mostra a bunda.
Dona Marcia, contra a submissão!
Não importam as aparências, para o Divino Espírito Santo não há ordem de dificuldade em milagres.
Dona Marcia, contra a submissão!
Não importam as aparências, para o Divino Espírito Santo não há ordem de dificuldade em milagres.
Dona Marcia, confiante na cura do linfoma
As pessoas só dão aquilo que têm para dar.
Dona Marcia, me ensinando que as pessoas são como são
Ô Rrrrrraaça!
Vó Maria, sobre a italianada da família. Nós, no caso.
Vó Maria, sobre a italianada da família. Nós, no caso.
Lavar burro com sabonete gasta o burro e o sabonete.
Vó Maria, sobre como tem gente no mundo que simplesmente não vale a pena
Vó Maria, sobre como tem gente no mundo que simplesmente não vale a pena
Não fez mais que a obrigação.
Seu Vlade, meu pai. Preciso explicar?
Seu Vlade, meu pai. Preciso explicar?
O medo de perder tira a vontade de ganhar.
Seu Vlade, que tem toda a razão
Há malas que vêm pelo trem.
Seu Vlade, em momento trocadilho
Se fosse fácil a gente não nascia chorando.
Marcio, meu irmão, em toda e qualquer situação difícil
Eu posso falar mal da minha família, você não!
Adriana, minha irmã, sobre como devemos defender os nossos mesmo que eles estejam errados
Esse metrô de Paris parece o Bronx! São Paulo é bem melhor!
Adriana, mostrando que devemos valorizar o lugar onde moramos
Estudar é uma coisa muito ruim.
Bruno, meu sobrinho de 4 anos. Ele já sacou tudo.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Traição “acontece”?
Antes de trabalhar na Globo eu era repórter da Sou+Eu!. Tenho um carinho especial pela revista até hoje e, sempre que posso, acompanho as histórias que pintam por lá. E, ontem, vi no meu facebook o link de uma história muito bizarra. Uma moçoila que transou com o noivo da melhor amiga, não se arrepende e diz que faria tudo de novo. E tem mais: saiu com um sorrisão daqueles na foto que foi publicada junto com a matéria. Pode isso, Arnaldo?
Claro que fui ler os comentários das leitoras e, para minha surpresa, a dona da história não foi totalmente rechaçada. Teve gente que defendeu a moça, disse que já fez igual e, com a maior cara lavada do mundo, usou como argumento chavões como “ninguém manda no coração” ou “aconteceu”. Mas gente, será que traição “acontece”?
Para mim – e eu reconheço que sou muito intolerante quando o assunto é traição – não acontece, não. Precisa querer, dar brecha. Não tem essa de “eu não queria, mas acabou rolando”. Se rolou, filha, é porque você quis, sim. Colocou o tesão na frente da amizade e isso é coisa de gente que não tem caráter. Nem valores.
Mas isso é só a minha opinião, né? Que, graças a Deus, é compartilhada por muita gente. Outro dia mesmo eu estava falando disso com uma amiga e ela me contou que uma vez se sentiu extremamente atraída pelo marido de uma amiga dela, que era um gato. Sabe o que ela fez? Se afastou. Evitava qualquer circunstância em que tivesse de ficar sozinha com ele, qualquer situação que pudesse propiciar proximidade. E sabe que a traição nunca “aconteceu”? Pois é...
Pensando sobre esse assunto, eu lembrei de uma cena de Love Actually (que eu adoro!!!), em que o personagem passa por essa mesma situação: se apaixona pela mulher do melhor amigo. E faz a coisa certa.
E vocês, o que pensam sobre isso? Traição “acontece”?Beeeijos,
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Banheirinho salvador
Um dos meus maiores medos de ter um cachorro em apartamento era o xixi fora de lugar. Culpa no Nero, o cachorro mais burro - e mais lindo! - do mundo, que atormentou a minha vida cinco anos atrás. Eu levava o peste passear 4 vezes (isso mesmo, 4 VEZES!!!) por dia e ele não fazia absolutamente nada. Era pisar na lavanderia e xáaaaaaa, mijo pra todo lado! Depois ele criou gosto por fazer xixi na porta do elevador sempre que a gente voltava da rua e, após um ano deste tormento, resolvi que ele tinha que ir embora. Não foi fácil, mas dei o Nero para alguém que morava em casa e poderia lidar melhor com as teimosices do menino.
Com esse passado traumático, fiquei morrendo de medo do novo filhotinho fazer a mesma coisa. Então, comecei a perguntar a todo mundo que tinha cachorro os segredos para ensinar o bichinho a fazer xixi no jornal. A dona do canil me deu algumas dicas, outras pessoas também. Mas a solução para os meus problemas veio do Miura, meu amigo de longa data e que adora animais. Ele me indicou o banheirinho higiênico. Gente, que maravilha! O cachorro faz xixi num tablado de plástico vazado, o xixi desce para o jornal e não suja as patinhas! Além disso, é super-higiênico, porque o xixi fica preso na bandejinha e não vaza no chão. Dêem uma olhada nessa maravilha!
O Hachi gostou da ideia logo de cara e desde que mostrei o maravilhoso artefato gênio, ele nunca mais quis outra coisa. Claro que faz só uma semana que ele está com a gente, ainda é cedo pra dizer se aprendeu mesmo que ali é o lugar do xixi. Mas até agora ele só fez lá, sem erro nem estresse. Ai, ai, menos um obstáculo. Agora preciso encontrar um jeito do Hachi comer enquanto a gente está fora. Anda fazendo charme e só come quando estamos lá... Temperamental o cão. rs
Com esse passado traumático, fiquei morrendo de medo do novo filhotinho fazer a mesma coisa. Então, comecei a perguntar a todo mundo que tinha cachorro os segredos para ensinar o bichinho a fazer xixi no jornal. A dona do canil me deu algumas dicas, outras pessoas também. Mas a solução para os meus problemas veio do Miura, meu amigo de longa data e que adora animais. Ele me indicou o banheirinho higiênico. Gente, que maravilha! O cachorro faz xixi num tablado de plástico vazado, o xixi desce para o jornal e não suja as patinhas! Além disso, é super-higiênico, porque o xixi fica preso na bandejinha e não vaza no chão. Dêem uma olhada nessa maravilha!
O Hachi gostou da ideia logo de cara e desde que mostrei o maravilhoso artefato gênio, ele nunca mais quis outra coisa. Claro que faz só uma semana que ele está com a gente, ainda é cedo pra dizer se aprendeu mesmo que ali é o lugar do xixi. Mas até agora ele só fez lá, sem erro nem estresse. Ai, ai, menos um obstáculo. Agora preciso encontrar um jeito do Hachi comer enquanto a gente está fora. Anda fazendo charme e só come quando estamos lá... Temperamental o cão. rs
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Meu bebê
Calma, calma, não criemos pânico! Eu não estou grávida, pessoal. Mas ganhei um filhinho de quatro patas lindo, lindo. Com vocês, Hachi!
Foi meu presente de 1 ano de casamento, não é demais? E o nome - antes que vocês pensem que foi inspirado nos palitinhos de comida japonesa - veio do filme Hachi, que nós adoramos.
Ele chegou há uma semana e mudou totalmente a nossa vida. Para melhor! Fazia muito tempo que eu queria um cachorro, mas esperei até que o Danilo se animasse com a ideia, porque um cão é mesmo como um filho, precisa de atenção e carinho, e todos da casa devem estar de acordo.
Enfim, agora nossa família tem um novo membro e está muito mais feliz!
Sempre que tiver um tempinho, vou contar as aventuras do pequerrucho por aqui e também dar dicas que facilitem a adaptação do filhotinho ao novo lar.
Ah! E quem tiver dicas interessantes, por favor escreva! Vou precisar...rs
Beijocas,
Foi meu presente de 1 ano de casamento, não é demais? E o nome - antes que vocês pensem que foi inspirado nos palitinhos de comida japonesa - veio do filme Hachi, que nós adoramos.
Ele chegou há uma semana e mudou totalmente a nossa vida. Para melhor! Fazia muito tempo que eu queria um cachorro, mas esperei até que o Danilo se animasse com a ideia, porque um cão é mesmo como um filho, precisa de atenção e carinho, e todos da casa devem estar de acordo.
Enfim, agora nossa família tem um novo membro e está muito mais feliz!
Sempre que tiver um tempinho, vou contar as aventuras do pequerrucho por aqui e também dar dicas que facilitem a adaptação do filhotinho ao novo lar.
Ah! E quem tiver dicas interessantes, por favor escreva! Vou precisar...rs
Beijocas,
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Unidas na cozinha!
Ontem eu estava com uma preguiiiiiça de cozinhar... Daí, lembrei de uma quiche que comi na casa da Maria e que estava uma delícia. Liguei.
- Ma, de que marca era mesmo aquela quiche delícia que comi na sua casa aquele dia?
- Então, era do Olivier Anquier, mas não é fácil de achar, não é em todo Pão de Açúcar que tem. Mas olha, a da Sadia também é bem boa, viu?
Corri pro supermercado e realmente só tinha a da Sadia. Comprei, e adorei. Resolvi o jantar em meia hora. Sucesso! E daí fiquei pensando nas minhas amiguinhas salvadoras que me ajudaram a pilotar o fogão desde que fui morar com o Dan, há três anos.
A Lygia me ensiou um bolo salgado “receita de dona Herta” que é uma maravilha, do tipo mistura tudo e joga no forno. Simples, prático e o melhor, impressiona.
A Dani Almeida cozinha bem pra caramba e me deu uma receita de risoto de queijo brie com linguiça que virou minha especialidade. Além de fazer uma moral com o então namorido no nosso primeiro dia dos namorados morando juntos, é campeã de pedidos de amigos e familiares lá em casa.
A Dani Torres me deu a receita do bolo de chocolate delícia que ela sempre faz e resolveu a minha vida quando quis presentear a Claris no aniversário dela. Não ficou tão bom quanto o da Dani, mas foi meu primeiro bolo, vá? Mereço um desconto.
Eu também arrisco algumas invenções e super passo pra frente. Tem meu macarrão com abobrinha que é sucesso (e que semana passada ganhou uma versão gourmet que encontrei no blog da fofa da Rê Gallo); minha pasta à bolonhesa, aprendida com a Gaia, uma fiorentina da melhor qualidade; tem minha mousse de chocolate...
Huuummmm, me deu uma fome... vou sair pra almoçar. E o tempero vai comigo. Bora, meninas?
- Ma, de que marca era mesmo aquela quiche delícia que comi na sua casa aquele dia?
- Então, era do Olivier Anquier, mas não é fácil de achar, não é em todo Pão de Açúcar que tem. Mas olha, a da Sadia também é bem boa, viu?
Corri pro supermercado e realmente só tinha a da Sadia. Comprei, e adorei. Resolvi o jantar em meia hora. Sucesso! E daí fiquei pensando nas minhas amiguinhas salvadoras que me ajudaram a pilotar o fogão desde que fui morar com o Dan, há três anos.
A Lygia me ensiou um bolo salgado “receita de dona Herta” que é uma maravilha, do tipo mistura tudo e joga no forno. Simples, prático e o melhor, impressiona.
A Dani Almeida cozinha bem pra caramba e me deu uma receita de risoto de queijo brie com linguiça que virou minha especialidade. Além de fazer uma moral com o então namorido no nosso primeiro dia dos namorados morando juntos, é campeã de pedidos de amigos e familiares lá em casa.
A Dani Torres me deu a receita do bolo de chocolate delícia que ela sempre faz e resolveu a minha vida quando quis presentear a Claris no aniversário dela. Não ficou tão bom quanto o da Dani, mas foi meu primeiro bolo, vá? Mereço um desconto.
Eu também arrisco algumas invenções e super passo pra frente. Tem meu macarrão com abobrinha que é sucesso (e que semana passada ganhou uma versão gourmet que encontrei no blog da fofa da Rê Gallo); minha pasta à bolonhesa, aprendida com a Gaia, uma fiorentina da melhor qualidade; tem minha mousse de chocolate...
Huuummmm, me deu uma fome... vou sair pra almoçar. E o tempero vai comigo. Bora, meninas?
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